Passageira que atacou motorista de aplicativo com tesoura em Salvador é investigada por lesão corporal

<img src="https://s2-g1.glbimg.com/Tax2oBOSvgCN9cF08JQtlMRIHa8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/F/N/GLWkqjTs6BS39OqKjvYg/whatsapp-image-2026-08-31-at-12.37.33.jpeg" /><br /> Motorista de aplicativo é atacado por passageira com tesouradas após discussão A passageira gravada ao atacar um motorista por aplicativo com uma tesoura durante uma corrida em Salvador responde por lesão corporal. Em nota, a Polícia Civil detalhou que ela prestou depoimento na segunda-feira (31) e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado. 'A minha sorte é que estou sempre gravando', diz motorista por aplicativo atacado com tesoura por passageira em Salvador A investigada, que não teve o nome divulgado, foi liberada após ser ouvida e responderá em liberdade. Em entrevista à TV Bahia, a advogada da suspeita, Katharine Lopes, afirmou que ela tem diagnóstico de esquizofrenia e que já ficou internada por 15 dias em uma ala psiquiátrica de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). "Ela toma remédio controlado, inclusive, ela não tinha tomado as medicações hoje e a gente sabe que isso às vezes agrava as impulsividades das pessoas, mas não estamos aqui para justificar. Se ela cometeu algum tipo de crime, ela vai ser penalizada quanto a isso nos termos da lei", reconheceu a advogada. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Na primeira versão apresentada pela defesa, a mulher teria ficado com medo depois que o motorista não permitiu que ela descesse e teria dito que a levaria de volta ao local onde havia sido buscada. Diante desse temor, ela teria usado a tesoura para ameaçá-lo. Passageira é bloqueada do aplicativo A corrida foi intermediada pelo aplicativo inDrive. Diante da repercussão do caso, servidores da plataforma entraram em contato com o motorista para prestar assistência e realizar as apurações sobre o caso. A empresa também informou que a passageira foi bloqueada da plataforma. Em nota, a inDrive também reforçou que não existe no aplicativo a opção de deixar o pagamento para uma próxima viagem, como a passageira pretendia. A plataforma explica que, se um passageiro concluir uma corrida sem pagar, a conta pode ser banida permanentemente; já o motorista pode procurar o suporte para solicitar a análise e o reembolso da viagem. "A segurança de todos é prioridade para a inDrive", ressaltou a empresa. Gravação do motorista ajudou a esclarecer o caso A gravação feita pelo próprio motorista por aplicativo ajudou a esclarecer o que aconteceu depois da agressão. Nas imagens, a mulher aparece mudando a versão ao perceber a chegada de pessoas para socorrê-la e afirma que era ela quem estava sendo atacada. "A minha sorte é que estou sempre gravando", disse Leonardo Ribeiro, de 30 anos. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (31), no bairro do Costa Azul, em Salvador. Leonardo havia iniciado a corrida por volta das 7h, no bairro Vila Praiana, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A passageira estava acompanhada de uma criança. A confusão começou no fim da corrida, quando o motorista perguntou se ela faria o pagamento em dinheiro ou por Pix. Segundo Leonardo, a mulher respondeu que deixaria o valor para uma próxima corrida. "Quando foi perto de parar, eu disse: 'Moça, você vai ser no dinheiro ou no pix?' Ela falou: 'Eu vou deixar para próxima'. Aí eu falei: 'Moça, não tem como deixar para próxima, porque o próprio aplicativo não permite'. Aí ela falou: 'Então eu vou fazer como?' Aí eu falei: 'Então vou procurar uma viatura aqui'." Segundo o motorista, a passageira mudou de comportamento depois que ele mencionou procurar a polícia. "Na hora que falei isso, ela já mudou o semblante dela e puxou uma tesoura de dentro da bolsa". Ainda dentro do carro, a mulher passou a ameaçar o motorista. No vídeo, é possível ouvir ela dizer: "Eu vou lhe brocar todo". Leonardo responde: "Não faça isso, não". Em seguida, ela grita: "Bora, bora, abra essa porta se não vou lhe brocar". O motorista, então, começa a pedir socorro enquanto tenta se proteger dos golpes. Leonardo ficou com hematomas nas mãos e no pescoço. No braço, ficou a marca de uma mordida. "A minha sorte é que estou sempre gravando. Na hora que ela me deu um golpe no pescoço, mas eu segurei a tesoura. Achei que tinha penetrado. Olhei minha mão e estava toda ensanguentada". Motorista de aplicativo foi atacado por passageira em Salvador TV Bahia 'Ele está com uma tesoura para enfiar em mim' Depois que o motorista parou o carro e começou a pedir ajuda, algumas pessoas se aproximaram. Naquele momento, segundo Leonardo, a passageira passou a dizer que era ela quem estava sendo atacada. No vídeo, ela afirma: "Ele não quer abrir a porta para eu sair. Bora, abre a porta. Estou com meu filho aqui. Ele não quer abrir". Leonardo responde que é motorista por aplicativo. Na sequência, a mulher diz: "Ele está com uma tesoura para enfiar em mim. Eu estou segurando". O motorista reage e grita duas vezes: "É mentira". Segundo Leonardo, algumas das pessoas que chegaram ao local inicialmente acreditaram na versão da mulher e tentaram contê-lo. "O pessoal achou que estava batendo nela e tentaram me segurar. Eu expliquei que ela não quis pagar, mas não estavam acreditando. Para eles não me baterem, mostrei a filmagem". Leonardo começou a trabalhar por aplicativo por volta das 7h, no bairro Vila Praiana, em Lauro de Freitas, na RMS. Ele seguia trabalhando quando a confusão aconteceu, no Costa Azul. O motorista contou que estava rodando para juntar dinheiro para comprar o enxoval do primeiro filho, que deve nascer em novembro. Além dos ferimentos, Leonardo disse que ficou abalado com a situação. "Em nenhum momento, tentei revidar, fazer nada do tipo. Não sou uma pessoa agressiva, sou tranquilão. Quem me conhece sabe". LEIA TAMBÉM: Quatro crianças da mesma família morrem afogadas em açude na Bahia Moto enterrada e ligação para amigo: o que se sabe sobre advogado encontrado morto no interior da Bahia Manicure é esfaqueada e tem salão de beleza destruído na Bahia; suspeita foi presa Veja mais notícias do estado no g1 Bahia Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Com calor e seca no DF, veja como cuidar das crianças e evitar que elas fiquem desidratadas

<img src="https://s2-g1.glbimg.com/hHGd016yrgunxzPTpvtP18qkWTM=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2014/10/13/mbb2287.jpg" /><br /> Criança se refresca com vapor d'água em imagem de arquivo. Marcelo Brandt/G1 Durante o período de seca no Distrito Federal, o cuidado com as crianças deve ser redobrado. Com o tempo seco e a baixa umidade, elas ficam mais suscetíveis à desidratação e a quadros alérgicos ou respiratórios. “A criança pode dar sinais de desidratação antes de ficar frustrada e desanimada. Ela pode ficar extremamente irritada”, explica a professora da pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica Brasília, Isabela Pires. ➡️ Nesta terça (1º), o DF bateu o recorde de maior temperatura do ano pelo quarto dia consecutivo. O termômetro marcou 36,1 ºC, em Planaltina, e a umidade atingiu 14%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A especialista orienta que a hidratação, a alimentação e a umidificação dos ambientes devem ser adaptadas para proteger a saúde dos pequenos. LEIA TAMBÉM: PARA OS ADULTOS: veja guia com dicas para evitar a desidratação Como se cuidar? De acordo com os geriatras e com a Secretaria de Saúde, a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção contra doenças respiratórias. No DF, as vacinas da gripe (influenza) e contra pneumonias (antipneumocócica) estão disponíveis em unidades básicas de saúde, confira os locais aqui. E se a criança adoecer? Caso a criança apresente febre, tosse, coriza ou diarreia, o ideal é ficar em casa. A recomendação da pediatra é manter alimentação leve, fazer limpeza nasal e oferecer antitérmicos, caso haja febre. Se a criança tiver asma, rinite ou bronquite, os medicamentos de uso contínuo devem ser mantidos conforme orientação médica. Em casos leves, os responsáveis devem procurar uma UBS. Casos mais graves devem ser encaminhados para avaliação com especialistas. Com base na entrevista com a pediatra Isabela Pires, o g1 criou um guia de cuidados com a saúde para idosos durante o período da seca (veja abaixo). Guia de cuidados durante a seca para crianças. Arte/g1 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Para onde a gordura vai quando você emagrece? A resposta está na sua respiração e no seu suor

<img src="https://s2-g1.glbimg.com/QKHDkXAcxTeymsQSX946fAmGgc4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/Y/OVm63ySBm1YIkYFSg9zQ/front-view-young-female-with-fit-body-shirt-jeans-white-wall.jpg" /><br /> Magnific A maioria de nós sabe que é preciso comer menos e praticar mais atividades físicas para perder peso. Ao colocar nosso corpo em déficit calórico, “queimamos” mais calorias do que ingerimos — e, assim, emagrecemos. Mas, embora a maioria de nós saiba como fazer com que a perda de peso aconteça, raramente pensamos para onde o peso realmente vai quando o perdemos — além de sumir da balança e da nossa cintura. Se você não tem certeza de para onde este peso todo vai, não está sozinho — mesmo nutricionistas e médicos se cofundem. Mas se quiser uma dica da resposta, é melhor respirar fundo — e expirar. Quando perdemos peso, perdemos principalmente gordura corporal. Essa gordura foi retirada dos alimentos que ingerimos e armazenada pelo corpo. Qualquer gordura que consumimos é decomposta pelo nosso sistema digestivo em seus menores componentes, chamados ácidos graxos. Esses ácidos graxos são então transportados pelo corpo para ajudar a manter suas funções normais, incluindo o suporte à estrutura celular, a regulação hormonal, a proteção dos órgãos e a função de reserva vital de energia. O corpo armazena os ácidos graxos que sobrem na forma de triglicerídeos. Esses triglicerídeos são então acumulados em nossas células adiposas (adipócitos) para uso posterior, como quando precisamos de energia extra ou quando há disponibilidade limitada de alimentos. Temos duas formas principais de gordura armazenada: a gordura subcutânea, que fica sob a pele (como na barriga e nas pernas), e a gordura visceral, que fica mais profundamente no corpo (inclusive ao redor dos órgãos). A maior parte da gordura que perdemos é a subcutânea, pois é nela que a maior parte da gordura corporal é armazenada. O que acontece com o paladar de quem usa Ozempic, Wegovy e Mounjaro O que acontece quando perdemos peso Quando o corpo está sob estresse metabólico (como durante um déficit calórico), ele começa a recorrer às suas reservas de energia. As células adiposas que armazenaram essa energia recebem sinais de neurotransmissores e hormônios específicos do corpo para desencadear o processo de lipólise. Durante a lipólise, os triglicerídeos armazenados em nossas células adiposas são decompostos novamente em ácidos graxos. Esses ácidos graxos são então absorvidos pelas mitocôndrias de nossas células (seu centro de produção de energia), onde são utilizados para fornecer energia por meio do processo de queima de gordura chamado beta-oxidação. O processo de beta-oxidação basicamente separa moléculas de dióxido de carbono dos ácidos graxos, deixando um composto chamado acetilcoenzima A (acetil-CoA). A acetil-CoA é então convertida em trifosfato de adenosina (ATP), uma molécula extremamente importante que fornece a energia necessária para quase todos os processos que ocorrem no corpo. Como consequência do processo de beta-oxidação — e da subsequente produção de dióxido de carbono —, acabamos, na verdade, exalando a maior parte da gordura que perdemos durante a perda de peso. Uma proporção menor do peso que perdemos é água, que é expelida pelo suor. Alguns pesquisadores sugeriram que cerca de 84% da gordura que perdemos é exalada na forma de dióxido de carbono, e 16% é excretada como água pelo suor. As proporções exatas, no entanto, são difíceis de estimar diretamente devido ao desafio logístico de medir as possíveis eliminações do corpo humano ao longo do tempo necessário para observar a perda de gordura. Portanto, de modo geral, o estresse metabólico decorrente da alimentação (ingestão calórica), dos exercícios (gasto calórico) ou de uma combinação dos dois pode aumentar a beta-oxidação (queima de gordura) para fornecer energia. Quando perdemos gordura, ela é eliminada do nosso corpo seja pelo ar que exalamos, seja pelo suor. Assim, se você deseja ativar o processo de queima de gordura e perder peso, a mensagem simples e tradicional continua válida. Coma um pouco menos e priorize alimentos saudáveis. Os exercícios físicos também podem ajudar na perda de gordura, além de melhorar a massa muscular. Os autores não prestam consultoria, trabalham, possuem ações ou recebem financiamento de qualquer empresa ou organização que se beneficiaria deste artigo e não revelaram qualquer vínculo relevante além de seus cargos acadêmicos.

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O que 20 minutos de exercício fazem no cérebro após uma noite sem dormir

<img src="https://s2-g1.glbimg.com/kIbz5WGv-Q92t3nTNYioJ-ho7hg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/d/zhUVAxTAGEJfdcgILYUw/2149033473.jpg" /><br /> Freepik Depois de uma noite inteira sem dormir, é intuitivo imaginar que fechar os olhos por algum tempo ajude o cérebro a funcionar melhor. O que surpreendeu pesquisadores foi perceber que, para uma função específica da memória, 20 minutos de exercício aeróbico também produziram benefício —e de magnitude semelhante ao observado depois de 90 minutos de sono. O achado aparece em um estudo publicado em agosto na revista científica PNAS. Os pesquisadores mantiveram adultos jovens e saudáveis acordados por 30 horas seguidas e, ao final desse período, dividiram os participantes em três grupos: um fez 20 minutos de exercício aeróbico, outro dormiu por 90 minutos e o terceiro permaneceu sem nenhuma das duas intervenções. Depois, todos passaram por uma tarefa destinada a avaliar a capacidade de formar novas memórias. Em comparação com o grupo-controle, quem fez exercício teve desempenho 21% maior. Entre os participantes que dormiram, a diferença foi de 23%. Estatisticamente, não houve diferença significativa entre os dois resultados. A semelhança, no entanto, termina aí. Quando os pesquisadores observaram a atividade cerebral dos voluntários, perceberam que sono e exercício haviam levado a um resultado parecido por mecanismos diferentes. Dormir reduziu sinais ligados à pressão do sono e à fadiga neural. O exercício não eliminou a privação, mas pareceu fazer com que o cérebro utilizasse de maneira mais eficiente recursos envolvidos na atenção e na formação das memórias. “O estudo não demonstra que exercício substitui sono”, afirma Andrea Bacelar, neurologista e vice-presidente da Academia Brasileira do Sono – Regional Rio de Janeiro. O exercício melhorou o desempenho da memória, mas não retirou o cérebro do estado de privação de sono —diferença que apareceu claramente no eletroencefalograma. Exercício físico pode ser tão eficaz quanto remédio e terapia para depressão e ansiedade O que acontece com o cérebro quando ficamos sem dormir Quanto mais tempo uma pessoa permanece acordada, maior se torna a necessidade biológica de dormir. Essa pressão crescente não aparece apenas como sonolência: ela também pode ser observada na atividade cerebral. “O cérebro vai apresentando sinais de fadiga, com redução do estado de alerta e diminuição da capacidade de processamento das informações”, explica Helder Picarelli, neurocirurgião do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pós-doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo Picarelli, esse fenômeno, chamado no estudo de pressão do sono, aparece no eletroencefalograma por meio do aumento de ondas lentas. Ao mesmo tempo, ocorre o acúmulo de adenosina, substância envolvida na regulação do sono e associada à sensação crescente de cansaço e sonolência. À medida que esse processo avança, não é apenas a disposição que piora. A capacidade de lidar com novas informações também começa a falhar. “Quando estamos submetidos à privação de sono, ficamos menos alertas, há diminuição da capacidade de processar informações e dificuldade de formar novas memórias. Isso pode prejudicar a tomada de decisão, julgamento e tempo de reação”, afirma Picarelli. Foi esse prejuízo que os pesquisadores quiseram investigar: depois de uma noite inteira acordado, haveria alguma intervenção relativamente simples capaz de preservar, ao menos parcialmente, a capacidade de registrar novas informações? cottonbro studio/Pexels Como o experimento foi feito O estudo reuniu 53 adultos jovens e saudáveis. Todos permaneceram 30 horas continuamente acordados, sob supervisão em laboratório, e depois foram distribuídos aleatoriamente entre três grupos. No primeiro, os participantes fizeram 20 minutos de exercício em bicicleta. No segundo, tiveram 90 minutos para dormir. No terceiro, permaneceram sentados na bicicleta por 20 minutos, sem se exercitar. A atividade física não foi leve: o grupo de exercício trabalhou em torno de 80% da frequência cardíaca máxima. Em seguida, todos observaram uma série de imagens enquanto a atividade cerebral era registrada por eletroencefalograma. Naquele momento, eles não sabiam que a memória seria testada depois. Três dias mais tarde, os pesquisadores apresentaram uma mistura de imagens novas e antigas e pediram aos participantes que identificassem quais já haviam visto. A proporção de imagens corretamente reconhecidas foi usada como principal medida de desempenho. No grupo que não fez nenhuma intervenção, a taxa média de reconhecimento ficou em torno de 46%. Entre quem se exercitou ou dormiu, chegou a cerca de 56% a 57%. “O grupo que fez exercício ou cochilou reconheceu aproximadamente 57% das imagens, cerca de 20% a mais do que o grupo que não fez nada”, resume Picarelli. O teste avaliava a chamada memória episódica, aquela relacionada a acontecimentos inseridos em um contexto de tempo e espaço. É a capacidade que permite lembrar não apenas de uma informação, mas de uma experiência e das circunstâncias em que ela ocorreu. Andrea explica que esse tipo de memória é diferente da memória semântica, ligada ao conhecimento de fatos e conceitos. Saber o que aconteceu em determinado evento histórico, por exemplo, envolve conhecimento semântico; lembrar onde você estava quando soube da notícia envolve memória episódica. O mesmo desempenho, mas cérebros em estados diferentes Divulgação | HSJosé O eletroencefalograma mostrou que, embora sono e exercício tenham produzido resultados semelhantes no teste de memória, o cérebro chegou a esse desempenho por caminhos diferentes. Depois de 90 minutos de sono, houve redução da chamada pressão do sono, medida pela diminuição de ondas lentas em regiões frontais do cérebro. Entre os que fizeram exercício, essa pressão continuou presente, mas o desempenho de memória melhorou mesmo assim. Os registros sugerem que, nesse grupo, mecanismos ligados à atenção e ao processamento das informações passaram a funcionar de forma mais eficiente. Já entre os que dormiram, o benefício esteve mais associado à redução da fadiga neural e a um estado cerebral mais favorável para registrar novas informações. “As pessoas que fizeram exercício utilizaram de forma mais eficiente as áreas neuronais disponíveis, apesar da privação de sono”, explica Andrea. A diferença aparece também na sensação de cansaço. Quem dormiu apresentou redução maior da fadiga. Entre os que fizeram exercício, ela permaneceu semelhante à do grupo-controle —mesmo com o melhor desempenho no teste. Ou seja: lembrar melhor não significa estar descansado. Picarelli explica que, mesmo após o exercício, a necessidade biológica de dormir continua elevada. “O exercício pode melhorar a eficiência do cérebro, mas não substitui as múltiplas funções do sono.” Por isso, o resultado não permite concluir que uma sessão de atividade física reverta os efeitos de uma noite inteira acordado nem que torne seguro dirigir, operar máquinas ou executar tarefas de risco. E para quem trabalha virando noites? cottonbro studio/Pexels Os próprios pesquisadores apontam que o achado merece ser estudado em situações nas quais a privação de sono pode ser difícil de evitar, como algumas atividades na saúde, no transporte, na mineração e no trabalho em turnos. Mas o experimento está longe de reproduzir a rotina de quem vive dormindo pouco. Os participantes eram adultos jovens e saudáveis e enfrentaram uma única situação de privação total de sono. Não foram avaliados idosos, pessoas com doenças, pacientes com transtornos do sono ou trabalhadores submetidos repetidamente a plantões e jornadas prolongadas. Também não foi estudado o padrão de privação crônica e parcial, em que a pessoa dorme quatro ou cinco horas por noite durante vários dias. A atividade física pode, portanto, ser investigada como uma estratégia pontual em situações excepcionais nas quais dormir imediatamente não seja possível. Isso não significa, porém, que ela possa ser usada para prolongar uma jornada com segurança. Para atividades de risco, como dirigir, o sono continua sendo indispensável. Há ainda uma diferença importante no outro braço do estudo: os 90 minutos de sono não equivalem a um cochilo curto de 20 ou 30 minutos. Segundo Andrea, esse período maior permite avançar por fases mais profundas do sono, o que pode ter contribuído para o efeito observado. "O cochilo coloca o cérebro em um estado melhor para aprender; o exercício parece tornar o processamento cerebral mais eficiente, apesar de ele ainda estar cansado", resume Picarelli. O desempenho pode até ser parecido. O estado do cérebro, não.

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Brasil vai testar 1ª vacina de mRNA em humanos e mira usar a tecnologia contra câncer e outras doenças

<img src="https://s2-g1.glbimg.com/5VMuJL6X6FRSBoCmiJ1hVe4gx3g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/F/Cuiv6GSjKQ9AHdaDxjDg/bernardo-portella-2.jpg" /><br /> Brasil vai testar em humanos primeira vacina com mRNA com tecnologia 100% nacional Bernardo Portella O Brasil vai testar em humanos, pela primeira vez, uma vacina desenvolvida com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). O imunizante criado pela Fiocruz contra a Covid-19 acaba de receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar ao estudo clínico. Pesquisadores explicam que o avanço vai além do imunizante e muda o cenário da tecnologia em saúde no país. Para você entender: o mRNA funciona como uma plataforma. Em vez de injetar uma proteína pronta ou um vírus enfraquecido, como fazem as vacinas mais tradicionais, ela injeta uma instrução genética. Essa lógica — trocar apenas a "mensagem" entregue à célula — é o que permite adaptar a mesma plataforma para diferentes doenças. Chegar ao estudo clínico — etapa em que o imunizante passa a ser testado em humanos para comprovar segurança e eficácia — marca a primeira vez que pesquisadores brasileiros levam um tratamento com mRNA do laboratório até essa fase. Segundo especialistas, essa conquista deve moldar o futuro do combate a diversas doenças, abrindo caminho para novos tratamentos — entre eles, contra o câncer. Já há em laboratórios brasileiros pesquisas 100% nacionais usando essa tecnologia, em estágios diferentes de desenvolvimento: Um tratamento com RNA mensageiro já testado em animais fez células tumorais produzirem uma proteína capaz de induzir a própria morte do tumor, reduzindo seu volume em até 85%. Uma versão da terapia CAR-T baseada em mRNA, ainda em fase de projeto, que dispensaria a etapa de retirar e modificar células do paciente fora do corpo — a mesma pesquisa vem sendo feita no mundo e, graças a essa tecnologia, também está sendo feita no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 210 milhões na plataforma para tirar do papel nos próximos anos pesquisas envolvendo a tecnologia em laboratórios na Fiocruz, Butantan e Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas), em Minas Gerais. Fernanda Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, explica que isso permite que o país possa competir internacionalmente e esteja à frente de descobertas importantes que podem mudar o futuro dos tratamentos. “A pesquisa brasileira pode ser capaz de competir internacionalmente, produzindo inovação e desenvolvimento tecnológico no país. O mRNA pode abrir centenas de oportunidades que ainda não foram abertas e o objetivo é dominar esse conhecimento”, explica Fernanda. Tecnologia de mRNA pode abrir portas para novos tratamentos no país André Rocha Como foi desenvolvida a vacina brasileira de mRNA A vacina desenvolvida pela Fiocruz contra a Covid-19 usa a mesma lógica das vacinas já existentes com RNA mensageiro para a doença: em vez de injetar uma proteína pronta do vírus ou um vírus inteiro enfraquecido, ela injeta uma instrução genética. Como ela vai funcionar: A instrução enviada no mRNA faz com que a própria célula do corpo produza, temporariamente, um pedaço do vírus — no caso, a proteína Spike, a mesma usada como alvo pelas vacinas de Covid-19 já conhecidas. O sistema imunológico reconhece a proteína como uma ameaça e desenvolve anticorpos e defesas contra ela, ficando pronto para reagir caso a pessoa tenha contato com o vírus de verdade. A vacina vai proteger contra as variantes atuais do vírus, incluindo a atualização mais recente exigida pela Anvisa para os imunizantes em uso. A diferença está na origem de cada componente: a nanopartícula lipídica que protege o RNA e a estrutura genética da vacina foram desenvolvidas inteiramente no Brasil, e não importadas ou licenciadas de laboratórios estrangeiros. E aqui está o ponto principal: essa aprovação não representa apenas um novo imunizante contra a Covid-19, mas a confirmação de que o Brasil dominou, de ponta a ponta, uma tecnologia de RNA mensageiro 100% nacional — o que abre caminho para avançar nas demais pesquisas que já vêm sendo feitas com a mesma plataforma. Com o aval da Anvisa na última semana para o início dos estudos clínicos, a vacina se torna a primeira desenvolvida integralmente no Brasil com tecnologia de mRNA a chegar a essa fase. Para os pesquisadores da Fiocruz, alcançar essa fase colocar o Brasil como pioneiro e um país que não mais depende de tecnologias, mas que transfere tecnologias. "Isso é um grande marco para o Brasil, para que a gente se posicione como líder da biotecnologia na América Latina nessa área . É um marco para a soberania do país e para a pesquisa brasileira", afirma Patrícia Neves, pesquisadora da Fiocruz e uma das responsáveis pelo desenvolvimento da vacina. O recrutamento dos participantes para a Fase 1 está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027, depois que o protocolo passar pela aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os voluntários serão acompanhados por um ano. Vacina pode ser primeiro produto com mRNA 100% brasileiro André Rocha Uma nova fronteira no desenvolvimento de tratamentos Desde a pandemia, a indústria farmacêutica vem tentando transformar a plataforma de RNA mensageiro em uma espécie de franquia tecnológica mais ampla, aplicando o mesmo princípio a diferentes doenças. Como o mRNA funciona como uma plataforma, em que o princípio de atuação é sempre o mesmo e o que muda de uma aplicação para outra é a mensagem que ele entrega à célula. Trocando a sequência genética, mas mantendo a mesma estrutura por trás dela, é possível direcionar a plataforma para o tratamento de diversas doenças. Por exemplo: em agosto, a Moderna e a farmacêutica Merck divulgaram resultado preliminar de uma vacina experimental usando mRNA contra o melanoma — tipo mais agressivo de câncer de pele — capaz de reduzir o risco de o tumor voltar após a cirurgia. A tecnologia por trás desse imunizante é a mesma plataforma mensageiro usada pela empresa para desenvolver sua vacina contra o coronavírus. O que já vem sendo pesquisado no país No Brasil, o avanço da vacina valida a pesquisa do mRNA e pode acelerar as pesquisas já em andamento. O trabalho brasileiro com RNA mensageiro não começou agora. Desde 2021, a Fiocruz é centro de referência da tecnologia na América Latina e no Caribe — reconhecimento dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o desenvolvimento e produção de vacinas de mRNA na região. Foi esse acúmulo de conhecimento que permitiu à instituição criar sua própria plataforma e, a partir dela, chegar à vacina contra a Covid-19 agora aprovada para testes clínicos. Porém, além dessas pesquisas, há outras frentes em análise em outros centros e que têm, por exemplo, o câncer como foco – que é também um dos grandes pontos de atenção mundial com o uso de mRNA em tratamentos. Uma das pesquisas usa RNA mensageiro para instruir a própria célula tumoral a produzir uma proteína com atividade antitumoral, capaz de reduzir a proliferação do tumor de forma mais genérica — sem depender do perfil genético individual de cada paciente. A abordagem já mostrou resultado positivo em modelos animais com tumores sólidos, incluindo tumor de cólon, com redução de até 85% no volume do tumor. Exame de paciente mostra antes e depois da aplicação da terapia CAR-T Cell Hemocentro Ribeirão Preto, SP Divulgação Outra possibilidade com a tecnologia seria uma atualização no CAR-T. Hoje, esse tratamento exige retirar células de defesa do próprio paciente, modificá-las em laboratório e devolvê-las ao corpo — um processo caro justamente por essa manipulação fora do organismo. A proposta que vem sendo pesquisada no Brasil trocaria apenas o "recheio genético" da mesma nanopartícula usada na vacina de Covid-19, eliminando a etapa de manipulação celular e tornando o tratamento um produto pronto para aplicação. Outra pesquisa também incluída na lista de estudos em andamento é uma vacina contra o câncer – que já vem sendo estudada no mundo. O que a pesquisadora Santuza Teixeira, professora do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas), explica é que os estudos no país mostram que há espaço para uma ciência pioneira. “As pessoas acham que fazer tratamentos complexos com mRNA pode ser algo que só as pessoas nos Estados Unidos podem fazer. Para além da vacina, todas essas pesquisas são brasileiras. O Brasil tem uma ciência forte capaz de desenvolver inovação” explica Santuza Teixeira. Outra frente de pesquisa é de outros imunizantes, como a da vacina contra a dengue, doença de Chagas e malária. O movimento do Brasil acontece enquanto o governo norte-americano desmobiliza pesquisas com mRNA no país, que até então era referência na tecnologia. Segundo especialistas, o investimento em plataformas como essa no Brasil pode não apenas trazer pioneirismo em frentes relevantes para o Sul Global — como dengue, malária e doença de Chagas —, mas também tornar o país atrativo para novos desenvolvimentos. “Desenvolvemos tudo que era necessário para o país ter seu primeiro produto nacional com mRNA e isso muda o jogo. Agora, podemos ser transferidores de conhecimento e de tecnologia. Isso muda a correlação de forças na região e tem uma importância na cooperação com o Sul Global”, explica a pesquisadora Patrícia Neves.

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Nečakinja princese Diane delila utrinke počitnic z 32 let starejšim možem

<img src="https://images.24ur.com/media/images/213xX/Sep2026/389f0603a283981f428e_63640886.png?v=8215&fop=fp:0.54:0.33" alt="www.24ur.com"/> Najstarejša nečakinja pokojne princese Diane, lady Kitty Spencer, je na družbenem omrežju delila fotografije in posnetke družinskih počitnic, na njih pa pokazala tudi svojega 32 let starejšega moža, milijarderja Michaela Lewisa. 35-letna manekenka se je s 67-letnim poslovnežem poročila leta 2021, skupaj pa imata triletno hčerko.

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Måns Zelmerlöw ger ut bok om turbulenta året: ”Jag tar på mig ansvar för otroheten”

Förra våren präglades Måns Zelmerlöws liv av en offentlig separation och anklagelser om misshandel. Han gick från folkkär till avbokad. Nu har han skrivit om sin upplevelse i en självbiografi – som exfrun inte fått läsa på förhand. – Jag har försökt vara minst lika självrannsakande som kritiserande, säger Måns Zelmerlöw till DN:s Matilda Källén.

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RCA-Syndicats : le collectif des 18 centrales accuse Masua Gogi de diviser le mouvement syndical

<p> Le collectif des 18 centrales syndicales centrafricaines accuse Masua Gogi de mener des actions visant à remettre en cause les revendications portées par les organisations syndicales auprès du président Faustin-Archange Touadéra. Les responsables syndicaux ont formulé ces accusations lors d’un point de presse tenu le 21 août 2026 à Bangui. &#160; Le collectif affirme que ses revendications [&#8230;]</p> <p>Cet article <a href="https://corbeaunews-centrafrique.org/rca-syndicats-le-collectif-des-18-centrales-accuse-masua-gogi-de-diviser-le-mouvement-syndical/">RCA-Syndicats : le collectif des 18 centrales accuse Masua Gogi de diviser le mouvement syndical</a> est apparu en premier sur <a href="https://corbeaunews-centrafrique.org">Corbeau News Centrafrique ou si b il LPP et actualités en République centrafricaine</a>.</p>

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СберПоколение: Сбер запускает бесплатный Data Science Camp - лучшие участники получат приглашение на работу в DS-команду

1 сентября Сбер Банк открывает прием заявок на "СберПоколение: Data Science Camp" - бесплатный очный интенсив, направленный на развитие и отбор специалистов в Data Science и NLP-инженерии. Лучшие выпускники по итогам защиты проектов смогут получить предложение о работе в DS-командe Сбера.

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Jarbandhan: “SZF stopt dekking kosten glucosesensoren voor kinderen met suikerziekte type 1”

<p><a href="https://www.waterkant.net">Waterkant</a></p> <p>VHP-parlementariër Ameerani Jarbandhan heeft dinsdag dringend aandacht in De Nationale Assemblee (DNA) gevraagd voor een besluit van het Staatsziekenfonds (SZF) om de dekking van de kosten voor een diabetessensor (glucosesensor) voor kinderen stop te zetten. &#8220;Kinderen met suikerziekte type 1 kregen een vergoeding vanuit het SZF voor sensoren, die maken dat je geen prikjes meer hoeft toe [&#8230;]</p> <p>Het bericht <a href="https://www.waterkant.net/suriname/2026/09/02/jarbandhan-szf-stopt-dekking-kosten-glucosesensoren-voor-kinderen-met-suikerziekte-type-1/">Jarbandhan: &#8220;SZF stopt dekking kosten glucosesensoren voor kinderen met suikerziekte type 1&#8221;</a> verscheen eerst op <a href="https://www.waterkant.net">Waterkant</a>.</p>

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